Todos os dias, todas as noites, a minha mente decide martirizar-me com o acidente do meu irmão.
Relembro tudo o que vi, como se tivesse sido ontem. Tento conter-me o mais possível, tento pensar noutros acontecimentos mais agradáveis, tento não chorar. É incontrolável, não me sai da cabeça. Há momentos em que a minha mente decide ser o mais malvada possível, e tenta imaginar o sofrimento pelo qual ele passou. É algo insuportável, é algo horrível. Dói, arde, sufoca, mata. Em vez de dar graças por ter o meu menino, embora diferente, a minha mente tortura-me. Só queria que isto parasse. Sinto-me cada vez mais fraca. Sinto-me a afundar. Sinto-me... Nem me sinto.